Olá colegas, entre minhas leituras, adoro ler Zero Hora e o interessante é quando fala em educação, em todos os sentidos, tanto de forma presencial como virtual. Em meio ao englomerado de livros e artigos que tenho lido e guardado encontrei e achei interessante mostrar para vocês esse artigo do ZH ESCOLA, 2003, Capa. Que mostra hoje em dia a realidade, o que acontece se o aluno não é dirigido, orientado por profissionais qualificados. Hoje enfim, temos cursos para essa área um deles creio que seja o nosso, se tivessem colocado esses cursos antes, digo pensado no início ajudaria os professores no ensino presencial, sendo que a educação é a interação de todos, sociedade, professores, pais e alunos.
“Valorização da escrita não se confirmou”
Quando a troca de e-mails e o uso de chats e programas de bate-papo virtuais ao vivo se a popularizaram, no final da década passada, especialistas chegaram a mencionar a redenção do uso da língua escrita pelos jovens. Escrever estaria incorporado a rotina de adolescentes estigmatizados como integrantes de uma geração pouco letrada. Crianças e adolescentes têm escrito mais por conta da Internet, mas não exatamente como se imaginava. A língua culta está longe das salas de bate-papo a ponto de causar estranheza caso arrisque uma aproximação. No lugar dela, não está apenas o coloquialismo levado ao extremo, mas um código peculiar, cheio de abreviações e trocas de letras.
- A linguagem da internet privilegia o como se fala, o som das palavras e se simplifica cada vez mais porque está atendendo à necessidade de ser rápida. A comunicação tende a acompanhar o ritmo da sociedade, o ritmo do contexto. Se tenho um minuto para escrever um e-mail, vou fazer o mais rápido possível – diz Beatriz Vargas Dorneles, professora da Faced/UFGS.
A justificativa da educadora repete a argumentação da professora de português Adriane Strey ouve de seus alunos do 3º ano do Ensino Médio no colégio São Judas Tadeu, Porto Alegre.
- Quando eu falo das abreviações, eles dizem: “ professora, mas isso está de acordo com a vida. Tudo tem de ser rápido” – conta ela, que propôs aos estudantes uma relação que trate da língua culta e da língua codificada da internet.
Adriane não determinou a relação entre elas. Quer ver o que os alunos pensam a respeito. Ela demonstra preocupação com a produção textual dos pré-vestibulandos. E acha que o problema se acentua no Ensino Médio, embora seja verificado desde a 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental, como testemunham suas colegas de docência. Um texto da colunista Martha Medeiros, publicado na semana anterior em Zero Hora, foi apresentados aos alunos. Nele, Martha se mostrava indignada com a ausência de vogais nas palavras de chats e e-mails. Segundo ela, “conversas sem sentido” entre “seres abreviados, tal como escrevem”.
Duarte/ZH